16.8.09
Tem Glossário do showbusiness!
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Amigos a dica dessa semana é o site “vida de Merda”.
Pra gente que às vezes acha que “merda” só acontece com a gente, vale a pena ler o monte de besteirol que é postado.
Pra relaxar e rir um pouco, vale a pena e com certeza você verá que tem gente muito pior que você!
Amigos,
Eu voltei e agora é pra ficar.
É bem verdade que é uma meia volta. Sim, esclareço, acabo de estreas a coluna “Penetra Oficial” no Blog Nota de Rodapé do jornalista Thiago Domenici.
Para quem ainda não o conhece, Thiago é um jovem jornalista, mas com muita história pra contar. Atualmente é repórter da revista do Brasil e e Rede Brasil Atual, um dos autores do livro-reportagem Brasil Direitos Humano e do Documentário Caso da Escola Base.
Vejam os links:
Penetra Oficial #3
Epitáfios é de grudar no sofá
Recentemente tive a alegria de redescobrir o ato de assistir tevê. Falo da produção argentina Epitáfios, em exibição na HBO. Sabemos que encontrar algo que entusiasme é raro, e não incluo o fato de ir ao cinema ou alugar um filme. Me refiro a uma programação capaz de fazer grudar no sofá a ponto de não marcar nada no horário…
http://notarodape.blogspot.com/2009/07/penetra-oficial-3.html
Penetra Oficial #2
“- OLHA, E SE DAQUI UNS DOIS ANOS A GENTE SE SENTIR MAL COM ESTE LANCE DE CONTRATO, COMO FAZEMOS?
R: Procure um médico…”
http://notarodape.blogspot.com/2009/07/penetra-oficial-2.html
“Me liga”, escreveu num e-mail
1996. Estava na sala de espera de um consultório médico quando um livro chamou minha atenção. Entre as revistas e o livro, peguei o livro. Sem reparar no autor, capa ou coisa do tipo arranjei algo para fazer o tempo passar….
http://notarodape.blogspot.com/2009/07/penetra-oficial-1_14.html
Tem certos momentos em nossas vidas que não sabemos como conduzir. E esse é um deles.
Como conseguirei aceitar que agora o Wander está em outro plano? Pode até aparecer uma tarefa fácil se pensarmos que acima de tudo ele acreditava nisso – e eu também creio. E que, os bons se vão cedo…
Difícil para nós é pensar que ficamos órfãs de um mestre, amigo, profissional exímio, exemplo de humanidade.
Minha história de admiração pelo Wander começou nos anos 90. É claro, que não vou me lembrar com detalhes, eu estava no início da minha adolescência, mas tenho flashes na minha memória. Época de banda Taffo, e veio a época de Lola… era incrível. Época do vídeo cassete, e era nele que eu gravava as aparições da banda Taffo na TV. Lembro até hoje de uma apresentação no extinto “Programa Livre”.
A verdade é que o Wander era incrivelmente capaz de seduzir a qualquer pessoa, mesmo pela tela da TV. E quando falo em seduzir é pela capacidade que ele tinha de transmitir boas energias e fazer com que as pessoas – próximas ou distantes - ficassem ligadas a ele. Falo isso com conhecimento de causa. O desejo é uma idéia que se concretiza pela atração do pensamento. Mais de 10 anos depois eu seria assessora de imprensa da nova fase da banda Radio Táxi…
Não é a toa que ele tinha tantas pessoas ao seu redor. Ele era capaz disso.
Perdi as contas de quantas vezes, desde 1996 eu freqüentei os eventos que aconteciam no EM&T. Diversos workshops, festival, apresentações de alunos, projetos da Agência Produtora, enfim. E cada vez que eu cruzava com ele em algum corredor, meu coração disparava. Eu pensava: “Caramba é o Wander Taffo!!”.
Quando você trabalha com musica, meu ramo, teus ídolos acabam se tornando pessoas da sua rotina, com raras exceções, e o Wander era uma delas. Para mim ele sempre estará num patamar de ídolo, de evolução e elevação diferenciadas.
Assim foi por muitos anos, era algo intocável. O Wander era o cara da minha adolescência que eu achava demais, assim como eu tinha no plano internacional o Steve Vai. E toda vez que o via, eu ficava em estado de êxtase.
O ano de 2005 chegou e junto com ela a noticia de que o Radio Táxi iria se reunir para um projeto de DVD ao vivo e a melhor noticias de todas: tudo isso através da Agência. Caramba… a minha ficha demorou para cair. Como assim??? Eu trabalhar com o Wander??? Não poderia ser possível.
Deus sempre foi muito generoso comigo e sempre consegui realizar minhas metas profissionais, mas essa nem passava pela minha cabeça. Até porque, vou ser sincera, eu não “vivi” a época Radio Táxi, era novinha demais, descobri o Wander na banda Taffo.
Daí pra frente foram muitas alegrias. Eu descobri que não estava enganada em relação ao Taffo. E tive a chance de conhecer também o Gel, Lee, Mauro e Maurício Gasperini, além do Fabio. Só dádivas.
A produção do DVD, o repertório, a configuração de platéia, a lista de convidados. Dias e dias de trabalho intenso. Empolgação, ansiedade.
Lembro que tive que fazer as pressas um release sobre cada um dos integrantes e quando fui estudá-los a fundo, pensei: Caramba, eu tenho apenas 24 anos e tenho honra de trabalhar com esses caras?
A noite da gravação foi demais. O clima de astral de todos. Confesso que sinto uma leve frustração, faltou uma versão de “Lola”, música que foi marcou a minha fase rock n roll nos anos 90.
Difícil não gostar desses garotos, missão impossível. Porque eles dão aula de humildade, simplicidade e carinho.
Para eles tudo era legal, tudo estava bom, topavam qualquer parada.
Fizemos divulgação, viajamos juntos, e lembro com muitos detalhes da gentileza, educação, bom humor e simplicidade do Wander. E como ele fazia amizade com facilidade. Cinco minutos dentro de um avião e ele já estava conversando com as pessoas.
As mais variadas pautas caiam em minhas mãos e para ele estava sempre tudo legal.
E mesmo nas dificuldades do mercado do show business Wander não desanimava.
Exemplo de artista, que sempre atendeu imprensa, sempre retornou minhas ligações, sempre colaborava com a produção das pautas, sempre colaborava com tudo.
Aquele Wander que eu via na TV, aquele Wander que cruzava comigo nos corredores do EM&T agora era alguém da minha rotina profissional. O que mais eu posso pedir a Deus?
Eu o conheci, ele se tornou uma pessoa “tocável” na minha vida. Eu pude descobrir que ele era um ser humano muito melhor do que eu imaginava pelas telas da TV.
Peço a Deus agora, coisas que são totalmente possíveis:
- Cuide do Wander, mas não dê bronca se ele fizer muita bagunça por ai. Ah! E com certeza ele terá ótimas piadas também.
- Cuide da Mônica (pessoa fundamental na vida do Wander), seus filhos e seus pais.
- Cuide de amenizar a dor da perda que todos nós estamos sentindo agora.
E agradeço:
Ao Junior, meu querido Big Boss pela chance de ter conhecido e trabalhado ao lado do mestre Taffo.
Ao querido Mauricio Gasperini, que é um amigo do peito, pessoa iluminada, e que sempre estará no meu coração. Você sabe que a “Bibi Japinha”, ta aqui sempre, para qualquer coisa, pois fazer algo por vocês é sempre uma honra pra mim.
A oportunidade apareceu e eu pude aproveitá-la. Obrigada Deus, obrigada Wander! A gente se encontra em outros planos!
“O que restou foi a força de poder… continuar
O que ficou foi a arte de viver… e se virar”
Wander Taffo
De alma limpa e consciência tranqüila sei que fiz tudo o que poderia fazer.
Na verdade acontecem algumas coisas na vida da gente que parecem não chegar em lugar algum.
Tempo desperdiçado eu não sei. Também não consigo pensar se tudo é válido… daquele tipo de frase que diz: “O que vale a pena é viver”.
É bem verdade que as pessoas possuem suas características, suas índoles e virtudes. Mas, insisto em dizer estou longe de ser um exemplo para alguém, só que aprendi, aprendi, caí, caí, caí e vi que magoar as pessoas, por vezes dói mais na gente do que nelas.
É o tipo de dor que chega aos poucos, que vai tomando consciência com o passar dos dias, cria raiz e perdura por anos em nossos sonhos e nossas realidades.
Por já ter sentido isso um dia, mudei. Amo, demonstro, gosto, falo. Desaprendi os joguinhos afetivos. “How to love in five days”. Se gosto, persisto; se não gosto, desisto.
Problema é que não mais sendo o culpado, agora me vi no papel daquela que seria a “vitima”. É, pensei: “Uma hora a gente cai nos joguetes de alguém”.
Esperar por um contato, esperar por uma simples demonstração de carinho, se torna até humilhante. E aí a gente se olha no espelho, olha para o seu próprio dia e pensa: “Preciso Disso?”.
Acordo todo dia às 6H30 da manhã. Pego metro e ônibus lotado. Na maioria dos dias sequer consigo tomar o meu café. Faço meu trabalho, passo o meu dia dentro do meu mundo profissional. Volto pra casa de novo no ônibus lotado, com o metro devagar, com a janta para esquentar, com o sono chegando, com a vontade de fazer, mas sem animo para concretizar. Olho no relógio o dia já acabou.
E aí eu penso novamente: Merece que eu passe meus dias que já são tão cheios, pensando em você?
Assim me sinto forte, amada, com a alta estima lá em cima. Olho-me e penso, isso ai bonitona. Você é uma batalhadora, não é nenhum modelo, mas tem o seu charme. Estuda, trabalha, tem amigos, sabe se divertir, conquistou o seu trabalho, é independente, paga suas contas, aprendeu por onde vir e ir. Já sofreu por coisas piores e muito mais serias, por pessoas que valem a pena.
Pronto, é isso. Não preciso disso, nem de ninguém. Acordo destemida, pego a melhora roupa, faço maquiagem. Ando na rua como te todos soubessem que ali está uma vencedora. Afinal, eu sou, você é, todos somos dentro do nosso mundo particular e dos obstáculos que enfrentamos.
Mas os dias vão passando, quiçá apenas as horas. E você percebe que um pequeno buraco, um pequeno vazio não consegue ser tapado por nada que lhe aconteça. Cada coisa em nossa vida ocupa um espaço, e não se substitui por outro.
É como um jogo de dama, você pode mudar as peças de lugar, colocar algumas em primeiro plano, outras na linha de fundo do tabuleiro, mas eles nunca ocuparão o mesmo lugar ao mesmo tempo. Assim como a física já diz: Dois corpos não ocupam o mesmo espaço.
Você pode matar algumas peças com a intenção de sair vitorioso. Mas, perdendo ou ganhando, sempre sobram peças em seus devidos lugares.
Aprendi que mesmo longe dos joguinhos afetivos, estamos presos em nosso próprio tabuleiro. Nem sempre conseguimos traçar quais são as peças que devem permanecer ou cair. Mas, se elas não forem descartadas, não adianta fingir que pode substituí-las. Elas estarão lá e vão ocupar algum lugar, seja na linha de frente, seja na linha de trás, mais ainda assim permanecerão lá como vírus incubado.
Enquanto isso acontecer, não adianta substituir a solidão pela roupa nova. A sede de carinho pela pizza, a falta de carinho pelo choro, a ira pela briga, a insônia pela balada, a carência por um beijo vazio.
Sabe qual é a resposta?
É que o ser humano está ai pra isso. Às vezes as forças são maiores que nossas pequenas vontades. Cedemos, fazemos, pedimos, vivemos…
Essa hoje, sou eu. Tentando lutar contra aquilo que não quero, mas que no fundo eu simplesmente desejo.